
A marcação dos percursos por GPS, em que os atletas seguem apenas uma linha virtual do percurso no ecrã do aparelho que levam no guiador, além de mais fiável, assegura um impacto nulo no meio ambiente, proporcionando também ao atleta uma experiência mais autêntica de atravessar um cenário natural sem marcas de intervenção humana. Como tal a organização assegura desde logo a cedência dos respetivos tracks com os percursos para os utilizadores de GPS. Esta é uma iniciativa que visa a promoção deste método de navegação para que num futuro próximo este seja o único utilizado neste evento.
Contudo, cientes de que estes aparelhos não estão ainda acessíveis a todos os praticantes de btt, a organização irá sinalizar os percursos com fitas e placas informativas e de direção. É nosso compromisso, e à semelhança do que fizemos na 1ª edição, recolher no próprio dia todas as fitas, placas e outros resíduos provocados pela passagem dos participantes.
A sustentabilidade do uso destes cenários para a prática de desportos de ar livre está no comportamento de cada um e a prova está na crescente proibição do uso da bicicleta em muitos cenários naturais em toda o mundo. Infelizmente nem todos os atletas avaliam esta situação e respeitam o meio natural onde praticam o seu desporto favorito e o rasto de embalagens dos vários alimentos usados para a reposição energética é habitualmente uma das heranças das provas de BTT em Portugal nos caminhos que são percorridos.
A nossa luta vai no sentido de tentar abolir esta situação. Conscientes que a sensibilização não é suficiente, e para as penalizações para estes comportamentos (já previstas) serem eficazes, na edição deste ano a organização implementou um sistema que visa a marcação de todas as embalagens usadas pelos atletas, permitindo a identificação dos participantes que adoptem neste aspeto um comportamento anti-ambiental.
Os nossos percursos são sempre marcados por caminhos e vias já consolidadas e usados. Não abrimos novos trilhos e penalizamos os atalhos.
Fazemos uma escolha criteriosa dos percursos, definindo os trilhos com maior risco de erosão para as subidas (menos desgaste), escolhendo os pisos mais consolidados para as descidas.
Papel: Reduzimos intencionalmente a quantidade de documentos em papel que é disponibilizado aos participantes, privilegiando o contacto por internet, através do site oficial da prova, onde disponibilizamos toda a documentação necessária.
Plástico: A água fornecida pela organização aos atletas (no princípio, ao longo e no final das etapas) é feita com garrafões de 5L, privilegiando o uso por parte dos atletas de bidons e mochilas de hidratação (tipo “Camel-Back”). Com esta medida poupamos cerca de 80% de volume em resíduos de plástico e evitamos o desperdício de água.
Todos os recursos naturais de água (fontes e nascentes) ao longo do percurso serão devidamente identificados e servirão também para o reabastecimento de água.
A Maratona BTT Instituto de Gouveia, como qualquer iniciativa baseada na bicicleta, é uma objectiva acção de promoção para o uso deste meio de locomoção, em detrimento do uso de veículos motorizados, demonstrando no caso das nossas provas as potencialidades da bicicleta de montanha para percorrer longas distâncias em terrenos acidentados.